A Relação Entre A Obesidade E O Câncer De Mama

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A Relação Entre A Obesidade E O Câncer De Mama

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, alguns desenvolvem rápido enquanto outros são mais lentos.

O tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais freqüente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

O câncer de mama é multifatorial e diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como: idade, fatores endócrinos (história reprodutiva), fatores comportamentais (ambientais) e fatores genético-hereditários.

A obesidade, assim como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama. Mulheres obesas e na menopausa, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença, contribuindo para o aumento da mortalidade no câncer de mama.

O aumento da incidência de câncer de mama em mulheres com sobrepeso pode ser atribuído principalmente a maior síntese de estradiol, o principal agente promotor do câncer de mama. A maior expressão da aromatase no tecido adiposo (tecido de gordura), enzima responsável pela conversão de androgênios em estrogênio, apontam para a obesidade como um importante fator de risco modificável para o câncer de mama e o surgimento de recidivas (retorno) da doença.

Diversos estudos apontam que para cada 5 kg/m² de aumento do IMC (índice de massa corpórea – serve para avaliar o peso do indivíduo em relação à sua altura), se observa um aumento de ate 12% na incidência do câncer de mama pós-menopausa. Os estudos indicam uma relação mais clara entre em tumores que expressavam os receptores de estrogênio e progesterona e menos evidente em mulheres pré-menopausa.

A mudança de habito após o diagnostico, fatores comportamentais, depressão, o próprio tratamento quimioterápico, são alguns fatores que podem levar o paciente a uma compulsão alimentar. A hormonioterapia também causa mudanças significativas para o ganho de peso.

A importância da mudança dos hábitos alimentares, a reeducação alimentar associada a pratica regular de atividade física, com o intuito de perda de peso com saúde é benéfico para o tratamento oncológico, alem de garantir uma melhor qualidade de vida dos pacientes e a redução do risco da recidiva da doença, que é comum nos pacientes com sobrepeso.

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