Quando e Quem Deve Fazer o Rastreio para o Diabetes Mellitus Tipo 2?

No último post fiz uma abordagem sobre os critérios para o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e a condição de risco aumentado para o desenvolvimento de DM2, conhecida como pré diabetes. Hoje dando continuidade ao tema, quero falar da importância do diagnóstico precoce de ambas situações, mas antes é preciso trazer alguns números impactantes:

Número de pessoas com diabetes no mundo em 2017 e a estimativa para 2045:

2017: 425 milhões ==> 2045: 629 milhões 

O Brasil figura na 4º posição com 12.5 milhões de pacientes com DM2, acrescento a esse número mais 14.6 milhões de pessoas com pré-diabetes. E esses números só não são piores pois estima-se que 46% da população tem diabetes ainda não diagnosticado. 

A ausência de políticas públicas na saúde e educação contribuem para esse número tão alto de pessoas estimadas com DM2 que desconhecem a doença. Mas é importante alertar que tanto o diagnóstico precoce de diabetes quanto pre-diabetes torna-se difícil quando se considera que os sintomas clássicos da doença, quais sejam,  polúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (sede excessiva) e polifagia (fome excessiva) não estão presentes na maioria dos casos. Logo, o exame laboratorial torna-se essencial para o diagnóstico. Mas quem, quando e em quais situações é necessário fazer o rastreio para doença?

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) o rastreio do diabetes deve ser feito:

=> Pessoas com 45 anos ou mais; ou

=> Em qualquer idade, pacientes com sobrepeso/ obesidade, hipertensão arterial ou história familiar de DM2;

=> História prévia de diabetes gestacional; ou

=> Uso de medicações como corticoide, diuréticos tiazídicos e antipsicóticos.

Se você encontra-se em alguma dessas condições, tendo feito o exame de rastreio ou não, e tem alguma dúvida sobre o diabetes, procure um endocrinologista. O diagnóstico precoce da doença é essencial para prevenção do aparecimento das complicações crônica do diabetes e um melhor prognóstico da doença. E, para aqueles com pré diabetes, a implementação de uma mudança do estilo de vida pode impedir a progressão para o DM2.

 

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