Diabetes a “Doença Silenciosa”

“ A minha glicose é alta, mas eu acho que não sou diabético”

“ Uma vez um médico falou que eu tenho diabetes, mas eu não sinto nada”

“ A minha diabetes é aquela fraquinha, não sinto nada”

” Algum médico me passou um remédio pra glicose, mas como eu não estava sentindo nada eu parei tomar”

Esses são exemplos de frases corriqueiras ouvidas no consultório, no almoço de família e no dia a dia.

Já estas são frases que estão frequentemente em congressos, livros e artigos sobre o diabetes.

“Diabetes está entre as 10 maiores causas de morte no mundo”

“01 morte a cada 8 segundos são causadas por diabetes e suas complicações”

“Aproximadamente 50% das pessoas com diabetes ainda não foram diagnosticado”

“No Brasil 108.587 pessoas morreram por diabetes e suas complicações em um ano”

É a falta de preocupação que preocupa. Por alguma razão as informações que os médicos recebem não estão chegando aos pacientes, e, de fato, muitos fatores podem contribuir pra isso, mas acredito que o mecanismo da doença em si é o grande propulsor da “despreocupação”. Pois trata-se de uma doença silenciosa, insidiosa em que os sintomas (abordados no últimos post) muitas vezes demoram a se manifestar ou para serem percebidos pelos pacientes (ainda que a doença já esteja lá).

Agora, o que torna o diabetes uma doença tão perigosa? O que realmente mata o paciente portador de diabetes? Por que o açúcar alto não sangue pode ser tão perigoso?

A questão é que com os níveis de glicemia constantemente elevados, em razão de mecanismos que envolvem a fisiopatologia da doença, ocorre um fenômeno chamado glicotoxicidade que é o fator desencadeador das complicações crônicas do diabetes. Logo, pacientes expostos a níveis elevados de glicemias mesmo que não sintam nada, na verdade, estão sofrendo as consequências da doença, e o aparecimento dessas complicações podem aparecer a partir do quinto ano de diabetes.

Levando-se em conta que no Brasil quando uma pessoa é diagnosticado com DM2, em média ela já tem de cinco a sete anos de doença (graças à instalação e início insidioso), não é raro que ao diagnóstico o paciente já possa apresentar algumas dessas complicações, mesmo que em estágios iniciais.

Podemos dividir as principais complicações do DM em dois grupos:

Complicações macrovasculares:

Doença arterial coronariana (Infarto do coração)

Acidente vascular cerebral (AVC)

Doença Arterial periférica

Complicações microvasculares:

Nefropatia diabética

Neuropatia diabética periférica

Neuropatias diabética autonômicas

Retinopatia diabética

Síndrome do pé diabético

Bastante coisa, não é mesmo?! Você sabia desse potencial devastador do diabetes? Espero que tenha ajudado um pouco no esclarecimento e alertar um pouco mais sobre a doença.

 

 

 

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